quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Álvaro: o Rei dos descontos

(Álvaro durante o aquecimento em Alvarenga, no passado dia 3 de Outubro.)

A vitória do Canedo no passado domingo, não valeu apenas a consolidação da liderança, mas também a constatação de um facto curioso: Álvaro "resolveu" aos 90+3' minutos, e começa a revelar uma tendência curiosa para marcar no período de compensação.
Foi a terceira vez que Álvaro marcou nos descontos esta temporada, com a particularidade de ter "dado" sempre a vitória ao Canedo: foi assim diante do Argoncilhe, em Nogueira da Regedoura, para a Taça de Aveiro - 1-0 com golo aos 90+3' minutos; semanas mais tarde fê-lo em Cesar, contra o Cesarense-B, marcando o 1-2 final cinco minutos para lá dos noventa, e no passado domingo, em casa do Macieirense, o seu golo nos descontos deu nova vitória ao Canedo.
O ponta-de-lança que, outrora, marcou golos a Miguel, ex-guarda-redes de Varzim e V. Guimarães na I Liga, e a Adriano Fachini, que recentemente se notabilizou ao serviço do Gil Vicente, é o melhor marcador do Canedo na actual época com sete golos em nove jogos, totalizando as duas competições em que o clube participa.
Mas a sua relação com os descontos ao serviço do Canedo começou há três temporadas atrás, quando na sua época de estreia com a nossa camisola, marcou o 1-2 final em casa do Fermentelos aos 90+2' minutos, numa vitória importante para as contas da manutenção.
Esta "veia" continuou de 12/13 para 13/14, quando na recepção ao Paivense, e com o jogo empatado a um golo, Álvaro desfez o empate nos primeiros segundos da compensação; e voltou a "aparecer" no célebre empate caseiro com o Oliveira do Bairro (5-5), quando aos 90+4', na conversão de uma grande penalidade, Álvaro fez o décimo golo da partida.
De todos os seis jogos em que marcou na compensação com a nossa camisola, o encontro diante do Oliveira do Bairro, foi mesmo o único que o Canedo não venceu.
Depois de ter dividido a sua formação entre o Feirense e o Soutense, Álvaro representou Lobão, Milheiroense, São João de Vêr, U. Lamas, Cesarense, Caniçal, Ataense, Fiães, Ribeira Brava e Camacha, antes de chegar ao Canedo na época 2012/2013.
Ao serviço do Canedo, em três épocas, Álvaro soma 45 jogos e 19 golos.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Entrevista a: Nino

(Nino em acção diante do Paivense, num jogo disputado nas Valadas.)

Carlos Ferreira não dirá nada aos adeptos canedenses, mas se falarmos em Nino o caso muda de figura.
Nino é um nome marcante da história do Canedo. Durante anos a fio, o esquerdino espalhou classe e magia com a nossa camisola, e inscreveu o seu nome nos maiores feitos do clube.
Em 2001, foi dele o golo de canto directo que apurou o Canedo para a final da Taça de Aveiro, prova que viria a conquistar.
Em 2007, na época em que o clube deixou os Nacionais, marcou dois golos de livre diante do Alijoense, num jogo que haveria de terminar empatado a três golos.
Estes são apenas dois exemplos do que fez um Homem que pelo Canedo subiu por três ocasiões, além de vencer uma Taça de Aveiro.
Aos 40 anos, Nino ainda veste a camisola do Canedo, uma vez que joga ao serviço dos nossos Veteranos. E continua a fazer das "suas".
Ei-lo em entrevista ao nosso facebook/blogue:

Canedo FC: Subiu duas vezes pelo Canedo à I Divisão Distrital. Uma vez que esta época o objectivo do clube é esse mesmo, subir à I Divisão, quais são os factores que considera decisivos para se subir nesta divisão?
Carlos Ferreira: Penso que é necessário ter um bom plantel e, principalmente, um grupo muito unido.

CFC: Chegou ao Canedo em 1996. Ainda se recorda dos motivos que o levaram a assinar pelo clube?
CF: Pessoalmente tinha ambições fortes, e o Canedo era um bom clube, que tinha boas condições para a época em que estávamos.

CFC: Quando chegou ao Canedo, o clube ainda procurava afirmar-se em definitivo no futebol de Aveiro. Quase 20 anos depois podemos dizer que o Canedo atingiu um patamar de respeito no futebol aveirense. Concorda que teve um papel importante nessa afirmação?
CF: Claro que sim. Estive nos títulos mais importantes do clube e nas maiores glórias, por isso, acho que tive um papel fundamental nessa afirmação.

CFC: Além dessas duas subidas, soma uma subida à III Divisão Nacional e a conquista de uma Taça de Aveiro. Qual foi o momento mais marcante que teve ao serviço do Canedo?
CF: Momento mais marcante é, sem dúvida, a subida à III Divisão Nacional, onde nesse campeonato fiz um golaço ao Avanca, equipa que subiu juntamente com o Canedo. Essa subida e esse golo são momentos que nunca mais irei esquecer.

(Nino com o seu filho mais velho, no dia em que o Canedo festejou, em casa, a subida à III Divisão Nacional.)

CFC: Em 2004, após subir pelo Canedo aos Nacionais, optou por se mudar para o Arouca, da I Divisão Distrital de Aveiro. Porque optou por esta mudança?
CF: Pensei em ficar no Canedo, mas as condições oferecidas em Arouca eram muito favoráveis e como já tinha alguma idade decidi ir, mas com grande sofrimento. Outro motivo que me "ajudou" a ir, foi a possibilidade de ir ajudar um grande amigo, o professor Vasco Coelho.

CFC: Em 13 anos que representou o Canedo marcou muitos golos e fez muitos mais jogos. Qual o jogo e o golo que melhor recorda?
CF: Jogo que melhor recordo e que nenhum canedense vai esquecer é o Canedo - Arouca na luta pela subida à III Divisão Nacional. O golo que melhor recordo, foi neste jogo, pois fui eu que, na altura, coloquei o Canedo a vencer por 3-1, com um golaço do "meio da rua".

CFC: Teve quatro passagens pelo Canedo e ao todo foram treze épocas. Ficou alguma coisa por fazer/conquistar?
CF: Sim, ficou quando regressei de Arouca. Nesse ano o objectivo era manter o Canedo na III Divisão Nacional, mas a equipa não alcançou o objectivo e descemos aos Distritais.

CFC: Nas últimas 3 épocas, faz parte da equipa de veteranos do clube. Gostava, um dia, de ter outras funções dentro do Canedo?
CF: Sim, gostava de ser treinador principal.

CFC: Se lhe pedissem para definir a sua passagem pelo Canedo numa só palavra, qual seria?
CF: Não tenho uma palavra, mas sim duas: foi maravilhosa e fantástica!


Pode consultar toda a carreira de Nino, aqui.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Entrevista a: Paulinho

(Paulinho em acção no Leça 2-2 Canedo de 2005/2006.)

A 5 de Outubro de 2005, o Canedo ficou perto de fazer história na Taça de Portugal, ao levar o Varzim, da Liga de Honra, a prolongamento.
Para recordar esse jogo, nada melhor que o Homem que nos fez sonhar ao marcar um grande golo: Paulinho empatou o jogo a uma bola de livre directo, e aceitou o nosso convite para "voltar atrás no tempo".
Só jogou uma época nas Valadas, mas foi o suficiente para garantir que o seu nome ficará para sempre gravado na história do nosso clube.
Dono de um excelente pé esquerdo, tinha "desbravado" caminho na eliminatória anterior, quando, também de livre, rematou, Nuno Pinto desviou e o Canedo ganhou 1-0 ao Infesta da II Divisão B.
Aos 37 anos está retirado do futebol.
Ei-lo em entrevista ao nosso facebook/blogue:

Canedo FC: Completam-se hoje dez anos sobre o Varzim - Canedo. O Paulinho marcou um grande golo. Que memórias tem desse jogo e desse momento em particular?
Paulo Pinto: Esse jogo tão cedo não me vai sair da memória. Tenho uma excelente recordação. Fizemos um grande jogo frente a uma grande equipa, fomos fortemente apoiados pelas pessoas de Canedo e não as defraudamos, pena mesmo foi o resultado. O golo que marquei de livre foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira, que me enche de orgulho, e que nos fez sonhar passar essa eliminatória da Taça de Portugal. Esse grande momento dediquei-o ao meu falecido PAI.

CFC: O Canedo ficou perto de eliminar uma equipa profissional e cometer uma proeza histórica. O que faltou, na sua opinião, para que a equipa conseguisse cometer esse feito?
PP: Faltou-nos, primeiro, uma pontinha de sorte, pois como se devem lembrar, o Pedrinho aos 90+1' minutos falhou, de cabeça, um golo "feito". No prolongamento, faltou-nos capacidade física, fruto do facto de sermos uma equipa 100% amadora. 
Foi mesmo pena, pois caso tivéssemos passado, na eliminatória seguinte iríamos jogar com o Sporting em Alvalade.

CFC: No Varzim, alinhavam, entre outros, Eliseu que agora está no Benfica, e Bruno Miguel que está no Estoril. Concorda que, passados tantos anos, esta "curiosidade" valoriza ainda mais aquilo que o Canedo conseguiu fazer na Póvoa?
PP: Claro que concordo. Mais a mais, o treinador do Varzim (Horácio Gonçalves) jogou na máxima força, pois no jogo anterior para o campeonato tinham perdido por 3-0, e queriam dar, no imediato, uma resposta positiva e se possível com goleada. Mas isso não aconteceu pois vendemos cara a derrota. Passados tantos anos, é bom recordar que jogamos contra jogadores que mais tarde se tornaram campeões nacionais, como é o caso do Eliseu.

(Paulinho chegou ao Canedo, proveniente do Cesarense, em 05/06.)

CFC: Chegou ao Canedo no verão de 2005. Ainda se recorda dos motivos que o levaram a assinar pelo nosso clube?
CFC: Assinei pelo Canedo motivado pelo projecto que tinham para o clube, e pela segurança e capacidade de balneário que o mister Albertino me transmitiu. Esses aspectos foram fundamentais.

CFC: Um ano depois de ter chegado, saiu do clube. Porque razão não continuou na temporada seguinte?
PP: Apenas não continuei porque havia uma grande indefinição em relação há época que estava prestes a começar, e como é normal nestas situações tive que me precaver e arranjar clube. Isso foi o mais fácil, pois fruto da grande época que fiz em Canedo, recebi várias propostas. No entanto, antes de assinar por outro clube, tive o cuidado de telefonar ao mister Albertino, justificando a minha decisão.

CFC: Apesar de ter sido apenas por uma época, valeu a pena ter jogado no Canedo? Que recordações guarda da sua passagem por cá?
PP: Claro que valeu a pena. Adorei ter jogado no Canedo, pois  fiz grandes amigos, e por vezes ainda nos juntámos para recordar esses momentos. As pessoas de Canedo são do melhor que encontrei na minha carreira. O meu obrigado a todos.


Pode consultar toda a carreira de Paulinho, aqui.

Pode recordar a ficha de jogo do Varzim - Canedo, aqui.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Entrevista a: João Paulo

(O técnico João Paulo nas renovadas instalações do Campo das Valadas.)

A época acabou com um sabor amargo para a equipa sénior do Canedo, que ficou a um "mísero" ponto de alcançar a manutenção.
Foi uma temporada atípica, em que além de ter sido "vítima" de castigo federativo e consequente perca de sete pontos, o Canedo viu-se obrigado a jogar fora de casa semanalmente, uma vez que teve de realizar os seus jogos caseiros em campo emprestado.
A par disto, o plantel, nos últimos meses, ficou reduzido a dezanove jogadores disponíveis, isto já depois de em Janeiro, João Paulo ter sido obrigado a recorrer aos Juniores para compor a convocatória.
Finda a época, o Canedo terminou em posição de descida, mas convém salientar que, entre outros resultados, empatou em casa com o campeão Bustelo, empatou na casa do União de Lamas, e venceu o Alba, outro candidato à subida.
O 14º lugar final deixa, ainda assim, uma réstia de esperança nas hostes canedenses: caso haja repescagem, o Canedo ficará na I Divisão Distrital.
O técnico João Paulo, que cumpriu a terceira época consecutiva em Canedo, já depois de ter subido o clube em 2011, falou sobre as incidências da temporada.
Ei-lo em entrevista ao nosso facebook/blogue:

Canedo FC: O Canedo foi 14º e não cumpriu os objectivos da época por um ponto. O que falhou?
João Paulo: Não falhamos o nosso objectivo por um ponto, mas sim por dois golos. O Canedo ganhou em "casa" 1-0 ao Cucujães e empatou fora a quatro golos, mas como lhe foi dada derrota por 3-0 (devido ao castigo), ficámos com os mesmos quarenta pontos do Cucujães, mas perdemos na diferença de golos (dois golos negativos).
Falhou, entre algumas coisas, o castigo aplicado ao Canedo da perda de pontos.

CFC: Apesar de ter acabado em posição de descida, o Canedo tirou pontos a três dos quatro candidatos à subida, tendo, inclusive, empatado com o campeão Bustelo. Esta é uma "prova" de que a equipa do Canedo tinha qualidade para ter ficado melhor posicionada?
JP: Concordo com essa tua observação, pois foram palavras minhas no "meu balneário". Para a equipa que temos é uma desilusão esta nossa classificação, mesmo com tudo que nos aconteceu.
Começámos a época muito mal, pois com quatro jornadas efectuadas éramos o último classificado com apenas dois pontos. Isto foi uma consequência da pré-temporada ter sido feita em captações de atletas, pois como é costume, o Canedo perdeu de uma época para a outra 90% do seu plantel.
Depois, lentamente e com naturalidade, começamos a fazer o nosso campeonato com mais regularidade e na última jornada da primeira volta, se temos ganho o jogo com o Fiães, terminavámos a primeira volta em sexto lugar com os mesmos pontos deles (24).
Veio o castigo e passamos para penúltimos com catorze pontos, apenas mais três que a Ovarense, e pior do que isso foi que, coincidência ou não, veio a nossa pior fase do campeonato, com cinco derrotas seguidas e um empate. Mas com muito, muito, mesmo muito trabalho, demos a volta e conseguimos a nossa melhor fase, com quatro vitórias e dois empates. Colámo-nos aos adversários acima de nós e foi uma luta até à ultima jornada, a correr sempre atrás do prejuizo. Penso que isto responde bem à tua observação.
Quero também salientar que o Canedo nas últimas catorze jornadas perdeu apenas três vezes (Águeda, U. Lamas e Bustelo), sempre pela margem mínima, e com muito azar à mistura. Tenho também de assinalar que apenas duas equipas somaram os seis pontos possíveis nos dois jogos contra nós (Esmoriz e Águeda), e refiro também que o Canedo em piso relvado ou sintético (dezasseis campos), apenas perdeu em seis desses (Esmoriz, Milheiroense, Ovarense, Águeda, Bustelo e Alba).
Isso prova bem o valor e qualidade da equipa no futebol praticado.
Na minha opinião, o Canedo tinha valor para ficar nos sete primeiros lugares da classificação.

CFC: Em Janeiro o clube perdeu 7 pontos na secretaria, já depois de ter sido "obrigado" a jogar grande parte da época fora de casa. Que impacto tiveram estas duas "situações" no grupo?
JP: Sobre o impacto no grupo das duas situações acima mencionadas, acho que nem preciso de responder. Nem ao meu pior inimigo desejo o tal!

(O plantel do Canedo FC que acabou a temporada 2014/2015.)

CFC: Não deixa de ser curioso que o Canedo tenha tido o segundo pior ataque do campeonato e ao mesmo tempo tenha tido um atleta nos 10 melhores marcadores do campeonato com 12 golos - Paulinho. Que explicação tem para um ataque tão pouco produtivo?
JP: Não querendo fugir de "dar o corpo às balas", quero só relembrar que o Canedo marcou em jogo dentro das quatro linhas trinta e sete golos e não trinta e dois, e sofreu trinta e oito e não quarenta como está na classificação final, pois fomos punidos com duas derrotas por 3-0 (na vitória de 1-0 sobre o Mealhada e no empate 4-4 em Cucujães). E, já agora, o Canedo dentro das quatro linhas e em jogo jogado, fez quarenta e quatro pontos e não quarenta pontos (só um aparte).
Voltando à questão em si, o Milheiroense que ficou em nono lugar marcou trinta e oito golos e mais uma vez, relembrar que junto ao castigo dos pontos, foi punido nada mais nada menos o meu melhor marcador, Paulinho, com um mês de suspensão. Para piorar a situação, na mesma altura Samú teve uma lesão de mês e meio, e Mário Bolas teve três jogos de suspensão, ficando só o Alex, ainda por cima em esforço, visto que tinha uma inflamação no joelho que o impedia de treinar, como alternativa para os jogos juntamente com o júnior de primeiro ano da formação do clube, Rui.

CFC: Nos últimos 3 meses da temporada, teve apenas 19 jogadores disponíveis e, por vezes, nem isso. Foi "fácil" motivar e concentrar os jogadores?
JP: Pois, se eu tivesse tido sempre dezanove jogadores... Fácil claro que não foi mas após uma enorme e muito séria conversa com os meus "grandiosos meninos", ficou decidido que só tinhamos um caminho a percorrer: jogar pela nossa dignidade e o nosso orgulho! Foi a fase que mais me apliquei na qualidade e exigência nos treinos, pois só assim conseguia motivá-los para o que nos esperava: suor, sangue e lágrimas! Acima de tudo, sou um treinador orgulhoso. Obrigado, mais uma vez, aos meus grandiosos meninos!

CFC: Quais foram, para si, o melhor e o pior momento da temporada?
JP: O melhor momento da temporada foi, sem dúvida, a vitória na Mealhada, pois vinhamos de seis jogos sem vencer - tirando, claro, a vitoria em Fiães na última jornada, que nos dá uma forte esperança de manutenção, e que seria mais do que merecida!
O pior momento, para mim, foi a derrota (muito injusta) com o Paivense, logo a seguir ao castigo dos pontos, pois era muito importante, por todos os factores, vencer aquele jogo, em que tudo fizemos para o conseguir, mas não conseguimos.

CFC: Cumpriu a quarta temporada no Canedo, sendo esta a terceira consecutiva e a segunda completa. O seu desejo é continuar no clube independentemente da divisão em que ele vá participar?
JP: Nada tem a ver com a divisão a minha continuidade, pois posso ficar com o Canedo na II Divisão e posso não ficar com o Canedo na I Divisão. Se sentir que o clube "me quer", fico. Se não o sentir, não fico.

Para finalizar, o que eu quero mesmo de coração, é que o Canedo FC, com ou sem João Paulo, fique na I Divisão Distrital de Aveiro, pois bem o merece, visto que deu muito trabalho ao mesmo treinador João Paulo - em 2011 -, com a ajuda de todo o grupo, "meter" o Canedo FC onde está: na I Divisão Distrital de Aveiro! Um grande abraço a todos e força Canedo!!!

Pode consultar todas as estatísticas acerca da época do Canedo, aqui.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Entrevista a: Neves

(Neves em acção durante o Lobão - Canedo de 02/03. Vitória canedense por 3-0.)

No dia em que se comemora o décimo quarto aniversário da conquista da Taça de Aveiro, não há ninguém melhor para ser entrevistado acerca deste momento, senão o Homem que marcou o golo do triunfo em cima do minuto 90'.
Neves chegou ao Canedo em 2000, oriundo do Paços de Brandão, e logo na sua época de estreia nas Valadas, associou o seu nome a este enorme feito do clube.
Além deste momento histórico, esteve presente noutros bons momentos do clube, com destaque para uma vitória por 3-1 sobre a LAAC em 01/02, com dois golos seus, que valeram a nossa manutenção.
Terminou a sua carreira em 2005 com a braçadeira do Canedo "posta", astuto que assumiu durante uma temporada e meia. A raça e vontade com que realizava cada jogo fizeram dele um dos jogadores mais "queridos" dos adeptos.
Aos 39 anos está retirado do futebol, e tem no seu filho um digno sucessor: Rúben Neves, que aos 18 anos, joga na equipa principal do FC Porto.
Ei-lo em entrevista ao nosso facebook/blogue:

Canedo FC: Cumprem-se hoje 14 anos que o Canedo venceu a Taça. O golo da vitória, podemos dizer assim, foi seu. Ainda se recorda exactamente de como fez o golo? Que recordações tem deste jogo?
José Neves: Sim, recordo. Há golos que nunca se esquecem, ainda por cima numa final. Foi um livre marcado na direita pelo Waldec, eu recebo a bola e de seguida faço o remate de pé esquerdo que deu o golo. As recordações são muitas, mas ver as gentes de Canedo a vibrarem com aquela vitória, foi fantástico.

CFC: O Canedo nessa época falhou a subida por pouco, e acabou por chegar à final da Taça depois de eliminar o Milheiroense, que foi uma das equipas que subiu à III Divisão nessa época. Esta vitória foi uma "prova" de que a subida aos Nacionais podia ter chegado mais cedo?
JN: Fizemos uma grande época, pois vencemos a Taça e a subida de divisão ficou perto. Mas por um ou outro motivo não conseguimos esse objectivo.

CFC: Tendo em conta que o seu golo ao minuto 90' evitou o desempate por penaltis e valeu a conquista de um troféu que o clube nunca havia alcançado, foi este o jogo mais marcante da sua carreira?
JN: Marcar o golo da vitória numa final fica para sempre gravado, por isso, sim, foi um dos momentos mais marcantes da minha carreira.

CFC: Depois desta conquista o clube alcançou uma inédita subida aos Nacionais, e consequentemente, conseguiu alguma estabilidade na III Divisão. Acha que a vitória na Taça serviu de impulso para o crescimento do clube nos anos seguintes?
JN: Penso que sim, visto que as pessoas de Canedo começaram a dar mais apoio, e é com títulos que os clubes crescem. Pena não terem conseguido dar continuidade a esse bom momento e manterem-se a jogar na III Divisão por mais algumas épocas.

(Neves durante o Canedo 3-1 LAAC de 01/02.)

CFC: Representou o Canedo de 2000 a Dezembro de 2005. Em cinco épocas e meia, além da já referida conquista, subiu de divisão e foi capitão. Qual ou quais os momentos que melhor guarda da sua passagem pelo nosso clube?
JN: Além da vitória na Taça de Aveiro e da subida aos Nacionais, destaco a estreia do clube na Taça de Portugal. São estes os grandes momentos, pois ficam na história do clube, assim como o nosso nome ficará para sempre lá gravado.

CFC: A meio da época 05/06, e numa altura em que o Canedo estava, inclusive, na luta pelos lugares de promoção à II Divisão B, teve que abandonar o futebol. O que sentiu, quando vestiu, em Cinfães, a camisola do Canedo pela última vez ao fim de tantos anos?
JN: Foi um misto de emoções, porque o Canedo é um clube que me ficou gravado no coração, e que representei com muito orgulho. Mas a situação familiar fez com que tivesse de ir trabalhar para Espanha, e na verdade, custou-me imenso deixar os meus colegas e o clube.

CFC: Desde que saiu do Canedo nunca mais voltou a jogar futebol enquanto federado. Gostava de voltar ao clube noutras funções?
JN: Como disse, o Canedo ficou-me no coração, e como o dia de amanhã é uma incógnita, quem sabe se um dia poderei voltar.

CFC: Até que ponto pensa que a sua passagem de sucesso pelo Canedo influenciou o Rúben na vontade de querer ser jogador profissional? Já que ele o acompanhava quase sempre nos treinos e nos jogos...
JN: Isso já nasce... É certo que ele sempre me acompanhou, e se calhar despertou mais o interesse pelo futebol, mas tenho a certeza que o futebol já estava nas veias dele.

CFC: Se lhe pedissem para definir a sua passagem pelo Canedo numa só palavra, qual seria?
JN: Fantástica. Aproveito para mandar um grande abraço a todos os canedenses!


Pode consultar toda a carreira de Neves, aqui.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Entrevista a: Nuno Pinto

(Nuno Pinto em acção durante um jogo realizado nas Valadas contra a LAAC.)

Basta falarmos em Nuno, e os adeptos do Canedo FC recordam logo o ponta-de-lança que ao longo de seis temporadas se "fartou" de fazer golos com a nossa camisola.
Conhecido por "El Matador" durante a sua passagem pelo Canedo, Nuno chegou em 2001, oriundo do Souselo, da AF Viseu, e na segunda temporada com as nossas cores apontou mais de quarenta golos.
Essa será sempre uma das razões que lhe garantem um lugar na história do clube, mas há outras: durante a sua passagem pelas Valadas, Nuno Pinto subiu de divisão, foi um líder dentro e fora de campo, e foi capitão durante um ano e meio.
Aos 36 anos, representa o Coimbrões, no Campeonato Nacional de Seniores, e é o melhor marcador de equipa com oito golos no campeonato.
Ei-lo em entrevista ao nosso facebook/blogue:

Canedo FC: Chegou ao Canedo em 2001, vindo do Souselo da AF Viseu. Como surgiu o nosso convite e que razões o levaram a aceitá-lo?
Nuno Pinto: O vosso convite chegou através de um amigo, que era o Hugo, que tinha um outro amigo que se estava a iniciar como empresário, José Ribeiro, e falou-me sobre essa hipótese. Depois, ao conversar com o presidente Paulo Coutinho e com o mister Albertino, logo chegamos a um acordo.

CFC: Saiu do Canedo há 8 anos. Continua a acompanhar o clube?
NP: Sim, principalmente através dos jornais e do site Zerozero. E, normalmente, tenho ido ao estádio ver pelo menos um jogo por época.

CFC: Na última vez que vestiu a nossa camisola marcou um golo. Ainda se recorda do primeiro jogo e do primeiro golo que fez pelo Canedo?
NP: Lembro-me que o primeiro jogo que fiz, foi no Portomosense, para a Taça de Portugal. O meu primeiro golo foi no segundo jogo para o campeonato, frente ao Bustelo, em que ganhámos 2-0 e eu marquei os dois golos.

CFC: Em 6 épocas marcou dezenas de golos, subiu à III Divisão Nacional, foi decisivo na Taça de Portugal e foi capitão de equipa. Há algum momento que recorde em particular?
NP:  É verdade, foram seis épocas, e como é lógico foram épocas fantásticas, onde passei muitos e bons momentos. Claro que me recordo de muitos momentos, mas há um jogo que nunca esquecerei: foi contra o Fermentelos e fiz quatro golos. Foram mesmo épocas fantásticas. A nível colectivo, sem dúvida que a subida de divisão foi o expoente máximo, mas há uma época que também vou recordar para sempre, que é a época em que falhámos a subida no último jogo. Por outro lado, essa foi uma época inesquecível a nível pessoal, pois contando com o campeonato e taça fiz quarenta e cinco golos, a minha melhor época de sempre a nível de golos. E ter sido capitão desse clube, para mim, foi uma honra e um orgulho enorme.

(Nuno festeja com Dani, Melo e Ricardo Azevedo a subida à III Divisão Nacional.)

CFC: Que jogo(s) e golo(s) lhe deixa(m) mais recordações? Recordo-me de um jogo na Mealhada em que voltou de uma paragem de dois meses por lesão e fez dois golos...
NP: Tenho muitas e boas recordações de jogos e golos. Felizmente fiz muitos jogos e golos nesse clube. Felizmente tenho mais boas do que más recordações. Mas esse jogo na Mealhada, sem dúvida que é especial, depois de dois meses de paragem e incerteza se iria poder continuar a jogar futebol, regressar e marcar dois golos, sem dúvida que foi muito especial.

CFC: Depois de sair do Canedo, representou mais dois clubes e "fixou-se" no Coimbrões no CNS. Até que ponto a passagem pelo Canedo foi importante na sua carreira?
NP:  Sim, depois de sair do Canedo representei o São João de Vêr e o Milheiroense, até fixar-me no Coimbrões, onde tenho passado e continuo a passar bons momentos. Sem dúvida que o Canedo foi muito importante na minha carreira, tal como todos os outros clubes por onde passei, mas como já disse, vivi aí momentos inesquecíveis.

CFC: O Nuno sempre foi um defensor da colocação de um relvado nas Valadas. Esse projecto está em vias de ficar concluído. Que opinião tem sobre este assunto e que vantagens pode o clube tirar dele?
NP: Sem dúvida que o relvado é uma mais-valia para o clube, com certeza que vai trazer muitas vantagens, uma coisa é jogar num relvado e outra é jogar num pelado. Principalmente para a formação, um relvado é muito importante, é uma grande mais-valia para o clube. Um bem-haja ao relvado, é pena não ser do meu tempo, mas mais vale tarde do que nunca.

CFC: Tem 36 anos e joga no CNS. Voltar ao Canedo ou acabar a carreira no Canedo é uma possibilidade?
NP: No futebol nunca há certezas, essa possibilidade não pode ser descartada, mas também não é certo que vá acontecer. Como disse, passei muitos e bons momentos no Canedo, mas também devido à minha idade não consigo responder a essa pergunta na perfeição. E também, neste momento, não estou a pensar em deixar de representar o meu actual clube.

CFC: Se lhe pedissem para definir a sua passagem pelo Canedo numa só palavra, qual seria?
NP: FANTÁSTICA!


Pode consultar toda a carreira de Nuno Pinto, aqui.

domingo, 26 de abril de 2015

Reactivação do blogue

O blogue do Canedo Futebol Clube será, a partir desta altura, reactivado, com o objectivo de aqui serem publicadas as entrevistas que serão feitas desta semana em diante em 'parceria' com o facebook oficial do clube.
As entrevistas serão publicadas no blogue, e posteriormente serão partilhadas no facebook do Canedo.
O primeiro entrevistado será Nuno Pinto, ex-jogador e capitão do nosso clube, e que actualmente representa o Coimbrões no Campeonato Nacional de Seniores.
Mais se informa que a restante actividade do clube poderá ser sempre encontrada no facebook oficial do Canedo FC.